Exames moleculares são aliados no diagnóstico precoce de Alzheimer

Além de permitir a identificação de risco elevado da doença, análises abrem caminhos para tratamentos

A doença de Alzheimer, um dos tipos mais comuns de demência, afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, impactando não só os pacientes, mas também suas famílias e a sociedade como um todo.

A cada ano, cerca de 100 mil novos casos são diagnosticados no Brasil, um número alarmante quando se considera que cerca de 1,2 milhão de brasileiros convivem com alguma forma de demência. Em nível mundial, o número de pessoas afetadas pela doença ultrapassa os 50 milhões e estima-se que esse número possa chegar a 74,7 milhões em 2030 e até a 131,5 milhões em 2050, de acordo com a Alzheimer’s Disease International. Esse aumento está diretamente ligado ao envelhecimento da população, o que torna a doença de Alzheimer uma crise global de saúde.

“Os fatores de risco para a doença de Alzheimer são multifatoriais”, explica o Dr. Carlos Aschoff, médico geneticista do DB Molecular. “Além da idade avançada, que é o principal fator de risco, a genética desempenha um papel importante. Estudos com gêmeos mostraram que o risco de Alzheimer é de 60 a 80% dependente de fatores hereditários. A presença da isoforma APOE e4 (proteína envolvida no transporte de lipídios no cérebro e no sistema nervoso), por exemplo, pode estar associada a um risco estimado de 3 a 4 vezes maior de doença de Alzheimer em diferentes estudos”, afirma.

Estudos apontam que condições como hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, falta de atividade física, entre outras, também são fatores que podem contribuir para o surgimento da doença. Aschoff destaca que “o ambiente em que uma pessoa vive e até fatores como o estresse e a qualidade do sono podem influenciar no risco de desenvolver Alzheimer. Por isso, é importante tratar a doença tanto sob uma perspectiva genética como também considerar o estilo de vida do indivíduo”.

Inovações no diagnóstico

Com os avanços nas técnicas moleculares, a detecção precoce de potencial risco para desenvolvimento da doença de Alzheimer tornou-se mais viável. O laboratório DB Molecular oferece dois exames que podem auxiliar na análise do risco para a doença de Alzheimer. Ambos são realizados por meio de uma simples coleta de sangue.

“O primeiro exame, que pesquisa a isoforma APOE e4, é um passo importante para entender se o paciente tem um risco genético maior para desenvolver a doença. Já o exame mais completo é o PALZHE. Ele analisa nove genes relacionados ao Alzheimer, que exercem/determinam maior efeito no risco de doença de Alzheimer para formas monogênicas”, explica Aschoff.

A análise genética, além de permitir a identificação de pessoas com risco elevado, pode abrir caminho para tratamentos personalizados no futuro, alinhando-se à tendência crescente da medicina de precisão.

Com o aumento da população idosa, a demanda por diagnósticos rápidos e eficazes cresce. Segundo o médico do DB Molecular, quanto mais cedo ocorre a identificação dos riscos e os primeiros sinais da doença, maiores são as chances de implementar intervenções personalizadas de acordo com o risco individual. “A avaliação do risco, com devido aconselhamento genético pré-teste, pode abrir portas para mudanças no estilo de vida e tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, ressalta Aschoff.


DB Diagnóstico

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