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Congresso SOCERGS debate avanços

Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) 2026 , de 24 a 26 de setembro

Setembro de 2026 3 min de leitura
Congresso SOCERGS debate avanços

No Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) 2026 , de 24 a 26 de setembro, no Wish Serrano Hotel & Centro de Convenções, em Gramado, o cardiologista Dr. Marc Bonaca apresentou resultados de estudos com semaglutida em pessoas com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica. Após 52 semanas, os pacientes tratados alcançaram um resultado aproximadamente 13% superior ao do grupo placebo na distância máxima de caminhada. Também foram observadas melhoras na qualidade de vida e na circulação das pernas, segundo os dados apresentados pelo palestrante.

“Os resultados mostram benefícios consistentes em diferentes grupos de pacientes, tanto na capacidade de caminhar quanto na qualidade de vida. Isso é especialmente importante para pessoas que convivem com limitações físicas provocadas pela doença arterial periférica”, destacou o cardiologista Dr. Marc Bonaca.

A médica Dra. Caroline Gregoletto Molinari chamou a atenção para os riscos cardiovasculares do tabagismo e para os desafios trazidos por cigarros eletrônicos, tabaco aquecido e bolsas de nicotina. “O tabagismo é uma dependência, não apenas um hábito. Conhecer os riscos não basta para parar de fumar. Hoje, precisamos olhar também para os novos produtos de nicotina, considerar a saúde mental e oferecer acompanhamento contínuo para prevenir recaídas”, alertou.

Na discussão sobre saúde da mulher, a médica Dra. Juliana Lorenzini Noskoski abordou a terapia hormonal da menopausa. Ela explicou que a indicação exige avaliação individual dos benefícios e riscos cardiovasculares e ressaltou que o tratamento não deve ser usado como forma de prevenção primária de doenças do coração.

“A terapia hormonal da menopausa precisa ser individualizada. Hoje, conhecemos melhor a janela de oportunidade para iniciar o tratamento, mas é fundamental avaliar os riscos cardiovasculares, os benefícios e a via de administração para cada mulher”, explicou a médica.

A programação científica também incluiu uma mesa sobre síndromes coronárias agudas, com temas ligados ao reconhecimento de pacientes de alto risco, ao tratamento do infarto e às decisões sobre revascularização. Sessões de pôsteres abriram espaço para a apresentação e a troca de conhecimentos sobre pesquisas.

Na palestra magna, o médico Dr. Otávio Berwanger da Silva relacionou a trajetória do Led Zeppelin a lições para a Medicina e a pesquisa clínica. Ao apresentar o conceito EPIC, defendeu estudos mais eficientes, centrados nos pacientes, inovadores e relevantes para a comunidade.

“Cada pessoa da nossa equipe traz experiências de projetos anteriores, e o ensaio clínico pragmático é a nossa base. Mas como podemos combinar essas experiências e fazer algo diferente? Costumo brincar com a equipe, perguntando quem será o Jimmy Page, o Robert Plant, o John Bonham ou o John Paul Jones. Qual será o nosso próximo Led Zeppelin II, o nosso próximo artigo científico? A música é um hobby, mas também uma fonte de inspiração para pensar de forma diferente, reunir talentos e desenvolver novos projetos” afirmou o médico Dr. Otávio Berwanger da Silva.