O uso medicinal da cannabis avançou no Brasil nos últimos anos, trazendo alívio para milhares de pessoas em tratamento de dores crônicas, epilepsia e outras doenças. Mas essa é uma realidade distante de muitos brasileiros: o acesso a esses medicamentos ainda é restrito pelo alto custo e pelas dificuldades de produção no país, o que muito se deve aos estigmas em torno da maconha.
Há um processo de mudança em curso, com um novo cenário regulatório aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em janeiro, que estabeleceu regras que facilitam o cultivo e a produção em território nacional para fins terapêuticos, principalmente por associações de pacientes. Enquanto a ciência se dedica a descobrir novas aplicações medicinais para a maconha, pacientes e familiares reivindicam políticas públicas que ampliem o acesso e garantam a incorporação desses tratamentos no SUS.
A revista Radis é publicada por um programa nacional e permanente de jornalismo crítico e independente em saúde pública ligado à Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz).

